Noutros tempos, a produção de cal teve um papel indispensável no arquipélago, sobretudo na área da construção civil. Adjacente às salinas, o Forno de Cal de Câmara de Lobos foi construído em 1874 com a finalidade de produzir cal, cuja matéria-prima provinha do ilhéu da cal do Porto Santo.
A infraestrutura é composta por duas divisões, uma sendo o forno e respetiva chaminé, no qual se colocava a cal a cozer, e a outra sendo por onde se alimentava o forno com lenha, com acesso direto para as salinas, nas quais eram desembarcadas a lenha e cal.
Devido ao descontentamento da vizinhança com o odor e fumo resultante da sua laboração, o Forno da Cal foi inativado desde 1960. Em 1983, este espaço passou a funcionar como espaço de indústria artesanal de secagem de “peixe-gata”, tradicionalmente denominado de “Bacalhau de Câmara de Lobos”. Em 1999, o Governo Regional da Madeira classificou o imóvel como património edificado de “Valor Local”.